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O que é multiunit (mini pilar cônico) e o que muda no pedido
O pilar multiunit, ou mini pilar cônico, leva a conexão da prótese para perto da gengiva e corrige a inclinação do implante. Quando entra e o que pedir.
Resposta curta
O pilar multiunit, que a Neodent chama de mini pilar cônico, é um pilar intermediário parafusado no implante, sobre o qual se parafusa a ponte ou o protocolo. Ele leva a conexão da prótese para perto da gengiva e, nas versões anguladas, corrige a inclinação do implante. No pedido, informe marca, altura de cinta e ângulo de cada um.
O que é pilar multiunit?
O pilar multiunit é um pilar intermediário: fica parafusado no implante e recebe, por cima, a prótese parafusada, que pode ser uma ponte ou um protocolo. O nome muda com a marca. Multiunit, ou MUA (multi-unit abutment), é o termo internacional; na Neodent, a peça se chama mini pilar cônico.
A prótese não se liga ao implante, e sim ao topo do multiunit, e por isso os componentes de cima são os do multiunit. No protocolo de trabalho da linha GM, a Neodent lista para o mini pilar cônico um transferente de escaneamento, um análogo, cilindros provisórios e definitivos e uma base de titânio para o fluxo digital.
O multiunit angulado é o que o glossário de termos protéticos (GPT-10, The Journal of Prosthetic Dentistry, 2023) chama de pilar angulado: o que muda o eixo entre o implante e o pilar.
Por que o protocolo vai sobre multiunit?
O protocolo vai sobre multiunit para que implantes com inclinações diferentes recebam uma estrutura rígida com um eixo de inserção comum, e para que a prótese saia na manutenção sem desfazer a conexão do implante. Na revisão sistemática de Salehivaziri e colaboradores (The Saudi Dental Journal, 2026), o multiunit aparece sobretudo em arcada total, pela correção de angulação e pelo apoio à estrutura.
A inclinação nasce no planejamento cirúrgico. O consenso do ITI de 2018 recomenda espalhar os implantes o máximo possível no sentido anteroposterior e aceita inclinar os posteriores quando a anatomia limita ou a prótese pede. Del Fabbro e colaboradores (The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants, 2022) reuniram 2.735 próteses de arcada total sobre implantes retos e inclinados, com 3 a 18 anos de acompanhamento. A sobrevida cumulativa das próteses foi de 99,31%, e a perda óssea foi menor nos implantes retos.
Nos tecidos, o efeito do pilar intermediário é pequeno. Molinero-Mourelle e colaboradores (Journal of Dentistry, 2026) reuniram três ensaios randomizados, com 341 implantes, em pontes parafusadas. Com o multiunit, a profundidade de sondagem foi 0,66 mm menor aos 36 meses, e a perda óssea, 0,13 mm menor aos 36 meses, sem diferença aos 12 nem aos 60. Sobrevida e complicações mecânicas não mudaram, e os autores não veem relevância clínica na diferença óssea.
Multiunit reto ou angulado: quando usar cada um?
O multiunit reto serve quando o implante já aponta numa direção que a prótese aceita. O angulado entra quando o implante foi instalado inclinado, como os posteriores de um protocolo sobre quatro implantes, e o eixo precisa ser corrigido para o acesso do parafuso sair na face oclusal ou palatina. A escolha é sua, com o medidor de ângulo do sistema.
Na linha GM da Neodent, por exemplo, o protocolo de trabalho do fabricante lista estas opções:
| mini pilar cônico GM | alturas de cinta | restrição do fabricante |
|---|---|---|
| reto | 0,8, 1,5, 2,5, 3,5, 4,5 e 5,5 mm | implantes GM |
| angulado 17° e 30° | 1,5, 2,5 e 3,5 mm | implantes GM |
| angulado 45° | 1,5 e 2,5 mm | só implantes Helix GM Long e Zygoma GM |
| angulado 60° | 1,5 e 2,5 mm | só implantes Zygoma GM |
O ângulo tem custo mecânico na bancada. Pibulniyom e colaboradores (Journal of Prosthodontics, 2026) testaram in vitro pares de multiunit reto e angulado. O par com um multiunit de 30° perdeu mais torque do parafuso protético que o par reto antes da carga cíclica, e todos os parafusos desse grupo se deformaram. É laboratório, não clínica, mas reforça o que o pedido precisa trazer: o ângulo de cada pilar.
O multiunit pede mais manutenção?
O multiunit em arcada total pede mais manutenção mecânica, sobretudo reaperto de parafuso, mas sem fratura relatada. É o que resume a revisão de Salehivaziri e colaboradores (2026). Nos estudos que ela reuniu, o afrouxamento de parafuso ficou entre 5,6% e 8,2% no multiunit, mais em arcada total, e entre 3,1% e 5,4% na base de titânio, usada sobretudo em coroa unitária. A comparação é indireta, porque mistura próteses diferentes, e a própria revisão pede ensaios que comparem os dois lado a lado.
No osso, a escolha entre multiunit e base de titânio direto no implante pesou pouco. Rosa, Gargari e Martelli (Dental and Medical Problems, 2026) reuniram 10 estudos de próteses parafusadas de zircônia, com 684 implantes, sobre um ou outro. A perda óssea marginal média foi de 0,68 mm, sem diferença entre os grupos. O que é a base de titânio e quando ela entra está em o que é Ti-base.
O multiunit muda o escaneamento?
O multiunit muda o nível do registro. Sobre multiunit, o scan body e o análogo são os do multiunit, e não os do implante: na linha GM da Neodent, o transferente de escaneamento do mini pilar cônico é uma peça própria. Um arquivo feito no nível do multiunit e lido como se fosse do implante põe a plataforma no lugar errado do desenho.
O que é o scan body e o que muda de um nível para o outro está em o que é scan body. A sequência de escaneamento do protocolo, com a mordida e o provisório, está no guia de arcada total.
O que escrever no pedido ao laboratório?
Para uma prótese sobre multiunit, o pedido precisa descrever cada pilar, porque cada um pode ter altura e ângulo diferentes. Para cada posição, pela numeração FDI, informe:
- marca, linha e plataforma do implante;
- marca e linha do multiunit, por exemplo mini pilar cônico GM da Neodent;
- reto ou angulado, com o ângulo;
- altura de cinta;
- o scan body usado, no nível do multiunit, ou o transferente e o análogo do multiunit na moldagem.
Para o caso, diga se a prótese é provisória de carga imediata ou definitiva, e o material. Na carga imediata, a data da cirurgia vem antes; o artigo sobre o que o laboratório precisa na carga imediata detalha os três envios.
Trabalhamos com componentes Neodent e Titaniumfix, nacionais, e conferimos na chegada se os do seu caso estão em estoque. A prótese em si está nas páginas do protocolo de zircônia e do protocolo sobre barra de titânio. Até onde a prótese pode se estender além do último pilar está em cantiléver no protocolo.
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Criar conta no portalPerguntas frequentes
Multiunit e mini pilar cônico são a mesma coisa?
Fazem a mesma função com nomes diferentes. Mini pilar cônico é o nome da Neodent; outras marcas dizem multiunit, MUA ou pilar intermediário. Cilindro, base, scan body e análogo seguem a linha do pilar, por isso o pedido precisa dizer marca e linha, e não só "multiunit".
Dá para usar multiunit numa ponte curta?
Dá. Os três ensaios randomizados reunidos por Molinero-Mourelle e colaboradores (2026) eram pontes parafusadas sobre implantes, com multiunit ou direto no implante. A diferença nos tecidos foi pequena, sem diferença em sobrevida nem em complicação mecânica. A escolha é do planejamento.
O multiunit sai na manutenção do protocolo?
Não é essa a ideia. Na manutenção, sai a prótese, parafusada sobre os multiunits, e eles ficam no implante. É uma das razões do pilar intermediário: a conexão do implante não é desfeita a cada remoção da prótese.
Qual é o torque do mini pilar cônico?
O da instrução do fabricante. No protocolo de trabalho da linha GM (Neodent, 2022), o mini pilar cônico reto leva 32 N·cm, o angulado leva 20 N·cm, e os cilindros sobre ele, 10 N·cm. Confira sempre a instrução de uso da peça que você tem em mãos.
Fontes
- Um sorriso para todos: Neodent NeoArch, solução fixa imediata para arco total (protocolo de trabalho) · Neodent (2022)
- The Glossary of Prosthodontic Terms 2023, tenth edition · The Journal of Prosthetic Dentistry (2023)
- Clinical performance of intentionally tilted implants versus axially positioned implants (consensus statement) · ITI Academy (6ª Conferência de Consenso, 2018)
- Outcomes of fixed full-arch rehabilitations supported by tilted and axially placed implants: a systematic review and meta-analysis · The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants (Del Fabbro et al., 2022)
- Does the use of intermediate abutments impact screw-retained implant-supported fixed partial prostheses outcomes? A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials · Journal of Dentistry (Molinero-Mourelle et al., 2026)
- What is the impact of titanium base versus multi-unit abutments on immediate loading outcomes: a systematic review · The Saudi Dental Journal (Salehivaziri et al., 2026)
- The influence of multi-unit abutment angulation on the prosthetic screw-joint stability · Journal of Prosthodontics (Pibulniyom et al., 2026)
- Marginal bone loss in screw-retained zirconia fixed prostheses supported by Ti-base or multi-unit abutments: a systematic review and meta-analysis · Dental and Medical Problems (Rosa, Gargari e Martelli, 2026)
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