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Conteúdo técnico · Trabalho com o laboratório

Quanto custa uma refação? Calculadora de tempo de cadeira

Quanto uma prótese que volta do laboratório custa ao consultório em consultas extras, horas de cadeira e material: a fórmula, um exemplo e a calculadora.

Por Equipe técnica Smile Digital LabPublicado em 6 min de leitura

Resposta curta

O custo de uma refação para o consultório é, sobretudo, tempo de cadeira: refações por ano × consultas extras × minutos por consulta × valor da hora clínica, mais o material refeito. Num exemplo com 20 casos por mês, 5% de refação e duas consultas de 40 minutos a R$ 300 a hora: 16 horas e R$ 6.000 por ano.

Como calcular o custo de uma refação?

O custo de uma refação para o consultório se calcula com seis números que só você tem. São os casos de prótese por mês, a parte deles que volta, as consultas extras de cada volta, a duração delas, o valor da hora clínica e o material gasto de novo. A conta tem quatro passos:

  1. Refações por ano = casos por mês × 12 × porcentagem de refação.
  2. Horas de cadeira por ano = refações por ano × consultas extras × minutos por consulta ÷ 60.
  3. Custo por ano = horas de cadeira × valor da hora clínica + refações por ano × material extra por refação.
  4. Cada ponto percentual a menos de refação devolve o custo por ano dividido pela porcentagem de refação.

Calculadora do custo da refação

Os números abaixo são um exemplo, não dado do laboratório nem do mercado. Troque pelos seus: a conta refaz na hora, no seu navegador, e nada é enviado.

O custo da hora do consultório ou, com a agenda cheia, o que essa hora renderia em outro atendimento.

Moldagem, provisório, envio: o que o consultório gasta de novo a cada refação.

Por ano, com estes números

Consultas extras
24
Horas de cadeira
16 h
Custo das refações
R$ 6.000
Cada ponto percentual a menos de refação devolve
R$ 1.200 e 3,2 h de cadeira

Exemplo resolvido

É o mesmo exemplo da calculadora, conta por conta. As entradas são ilustrativas, não dado do laboratório nem do mercado: os seus números mudam o resultado, não a fórmula.

passocontaresultado
Refações por ano20 casos × 12 meses × 5%12
Consultas extras por ano12 refações × 2 consultas24
Horas de cadeira por ano24 consultas × 40 min ÷ 6016 h
Custo do tempo de cadeira16 h × R$ 300R$ 4.800
Custo do material12 refações × R$ 100R$ 1.200
Custo por anoR$ 4.800 + R$ 1.200R$ 6.000
Cada ponto percentual a menosR$ 6.000 ÷ 5R$ 1.200 e 3,2 h de cadeira por ano

De onde vem o custo de uma prótese que volta?

O custo de uma prótese que volta do laboratório vem de quatro lugares, e só três deles entram numa conta. O maior é o tempo de cadeira: nova moldagem ou escaneamento, nova prova, ajuste e instalação, em horários que já estavam reservados para outra coisa.

de onde vemo que pesana calculadora
Tempo de cadeiranova moldagem ou escaneamento, prova, ajuste, instalaçãoconsultas extras × minutos × hora clínica
Remarcaçãoo horário que iria para outro pacienteno valor da hora, quando a agenda está cheia
Materialmoldagem, provisório, enviomaterial extra por refação
Relação com o pacientemais uma ida ao consultório e a prótese definitiva mais tardefica fora da conta

Para ter a ordem de grandeza do tempo, há medida publicada: um ensaio clínico cruzado da Universidade de Berna, com 20 pacientes (Joda e Brägger, International Journal of Oral & Maxillofacial Implants, 2015). A coroa unitária posterior sobre implante ocupou em média 27,3 minutos de cadeira no fluxo digital e 33,2 no convencional, em duas consultas. Uma refação que pede nova moldagem e nova prova repete boa parte desse tempo.

O ajuste também conta, mesmo quando a peça não volta. Nos mesmos pacientes, ajustar contato proximal e oclusão na entrega levou em média 2,2 minutos nas coroas do fluxo digital e 6,0 nas do convencional (Joda, Katsoulis e Brägger, Clinical Implant Dentistry and Related Research, 2016). São estudos pequenos, de um centro só, mas mostram onde o tempo vai.

A relação com o paciente fica fora da calculadora de propósito. Mais uma consulta pesa para quem falta ao trabalho para ir ao consultório, e a coroa definitiva chega depois do combinado. Isso não tem um preço que se possa defender numa planilha, e por isso não entra no número.

Com que frequência uma prótese volta do laboratório?

Uma coroa volta do laboratório para ser refeita em algo entre 4% e 7% dos casos, nos dois maiores levantamentos que encontramos, e a taxa varia muito de um consultório para outro.

levantamentoo que mediurefação
McCracken e colegas, Journal of Prosthodontics, 2019 (EUA)3.750 coroas unitárias de 205 dentistas da rede de pesquisa em consultórios (National Dental PBRN)3,8%, de 0% a 42% por dentista
Alkadi e colegas, The Saudi Dental Journal, 2026 (Arábia Saudita)40.344 próteses fixas de sete laboratórios de Riade, de julho de 2022 a julho de 20236,5% no total; 6,9% nas coroas

No estudo americano, 58% dos dentistas não rejeitaram nenhuma coroa na prova, e todas as rejeições vieram dos outros 42%. Os motivos mais comuns foram contato proximal (37 das 141 coroas rejeitadas), margem (34) e estética (28). No levantamento de Riade, a adaptação marginal apareceu em 29,5% das refações, o contato proximal em 23,2%, a adaptação geral em 22,7% e a cor em 16,3% (uma refação pode ter mais de um motivo).

Os dois números vêm de outros países, com desenhos e definições de refação diferentes. Use-os como ordem de grandeza. Se você acompanha a taxa do seu consultório, ela vale mais que qualquer média.

O que você controla no pedido para reduzir refação?

Parte das refações nasce na bancada, e por ela responde o laboratório. A outra parte começa no que chega ao laboratório, e é essa que você controla: margem e scan body legíveis, dentes vizinhos e antagonista capturados, cor com escala e foto, e o componente certo do implante.

motivo de refaçãoo que conferir antes de enviaronde está o passo a passo
Margem ou adaptaçãomargem visível em toda a volta; scan body inteiro e assentadoescaneamento intraoral para o laboratório
Contato proximal e oclusãodentes vizinhos bem capturados; antagonista e registro de mordidao que atrasa seu caso no laboratório
Corcódigo e escala no pedido; foto com a aba encostada no dentecomo informar a cor
Componente do implantemarca, sistema e plataforma; transfer ou análogo na moldagemcomo enviar um caso ao laboratório

O pedido incompleto é comum, e não só aqui. Numa pesquisa com 85 técnicos de prótese na Índia (The Journal of Indian Prosthodontic Society, 2020), 71,4% disseram que o mapa de caracterização de cor vinha em menos de um quarto das ordens de serviço. Do desenho de margem, 69% disseram o mesmo.

No Smile Digital Lab, conferimos cada caso na chegada e em oito pontos antes de sair. A conta acima mostra por que vale a pena: uma dúvida sobre o pedido resolvida antes de produzir custa um recado, e a refação custa consultas.

Como comparar laboratórios pelo custo real?

O custo real de um laboratório de prótese é o preço da peça somado ao tempo de cadeira das peças que voltam. O preço aparece no orçamento; o tempo de cadeira, só na sua agenda. Rode a calculadora com a taxa que cada laboratório tem com você na prática, e a comparação muda de base.

Os dentistas já escolhem assim. Numa pesquisa das revistas americanas LMT e Dental Economics (2019), trabalho inconsistente foi o motivo que 71% deram para deixar o último laboratório, e o preço pesou para cerca de um terço. Um dos dentistas resumiu a troca em ajustes demais, devoluções demais e tempo de cadeira demais.

Antes do primeiro caso, pergunte o que o laboratório confere na chegada, quem confere a peça antes de ela sair e como funcionam ajuste e repetição. As perguntas, e por que cada uma importa, estão no guia como escolher um laboratório de prótese. As causas de refação em coroa sobre implante, do scan body à cor, estão no artigo por que coroas sobre implante voltam.

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Perguntas frequentes

Ajuste na entrega entra na calculadora como refação?

Entra quando pede uma consulta a mais. O ajuste feito na própria consulta de instalação soma minutos, não consultas: conte-o como uma consulta extra curta, com os minutos que ele tomou, ou deixe-o de fora e conte só as peças que voltam ao laboratório.

Que valor uso como hora clínica?

Use o custo da hora do consultório: as despesas do mês divididas pelas horas de atendimento. Se a agenda está cheia e a consulta extra toma o horário de outro paciente, o que essa hora renderia em outro atendimento mede melhor o que a refação custa.

Qual é uma taxa de refação normal para coroa?

Nos dois maiores levantamentos que encontramos, de 3,8% (coroas unitárias em consultórios nos Estados Unidos) a 6,5% (próteses fixas em sete laboratórios de Riade). A diferença entre dentistas é grande: no estudo americano, de 0% a 42%. Compare com a sua taxa, não com a média.

Quem paga a refação, o dentista ou o laboratório?

Depende da causa e da política de cada laboratório, e é onde dentista e laboratório mais discordam. Combine antes do primeiro caso o que é ajustado, o que é refeito e por quanto tempo. O tempo de cadeira nenhuma política devolve: ele fica com o consultório.

A calculadora guarda os meus números?

Não. A conta roda no seu navegador: nada do que você digita é enviado ao laboratório nem guardado no site. Ao recarregar a página, os campos voltam ao exemplo.

Fontes

  1. Remake Rates for Single-Unit Crowns in Clinical Practice: Findings from The National Dental Practice-Based Research Network · Journal of Prosthodontics (McCracken et al., 2019)
  2. Prevalence and associated factors of laboratory remakes in fixed prosthodontics: a multicenter audit in Riyadh, Saudi Arabia · The Saudi Dental Journal (Alkadi et al., 2026)
  3. Time-Efficiency Analysis Comparing Digital and Conventional Workflows for Implant Crowns: A Prospective Clinical Crossover Trial · The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants (Joda e Brägger, 2015)
  4. Clinical Fitting and Adjustment Time for Implant-Supported Crowns Comparing Digital and Conventional Workflows · Clinical Implant Dentistry and Related Research (Joda, Katsoulis e Brägger, 2016)
  5. A study to assess communication hindrances by the means of work authorization for fixed dental prosthesis: a survey · The Journal of Indian Prosthodontic Society (Shetty et al., 2020)
  6. Why Dentists Switch Laboratories · LMT, com a Dental Economics (2019)

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