Guia · Trabalho com o laboratório
Como escolher um laboratório de prótese sobre implante
Os cinco critérios que pesam na escolha, as perguntas para fazer ao laboratório antes do primeiro caso sobre implante e por que cada resposta importa.
Resposta curta
Um laboratório de prótese sobre implante se escolhe por cinco critérios que você consegue conferir: inscrição no CRO com responsável técnico nomeado, qualidade que se repete caso a caso, conferência que pergunta antes de produzir, prazo dito antes do envio com o caso visível por fase, e compatibilidade com os seus arquivos e componentes. Tamanho e preço vêm depois.
Passo a passo
- 01
Peça o responsável técnico e o número de inscrição no CRO
Pergunte quem responde tecnicamente pelo laboratório e qual é o número de inscrição no Conselho Regional de Odontologia. A resposta vem com nome e número, os mesmos que a divulgação dirigida a dentistas é obrigada a trazer, e o certificado de inscrição do laboratório fica exposto em local visível.
- 02
Confirme como o caso entra, por arquivo ou moldagem
Pergunte que arquivos o laboratório recebe (STL ou o formato nativo do seu scanner), se aceita moldagem e onde o arquivo é anexado. A resposta boa é específica para o seu scanner e põe o arquivo dentro do pedido, não num link que pede login ou expira.
- 03
Diga o sistema de implante que você usa
Informe marca e plataforma dos implantes que você mais instala e pergunte com que componentes o laboratório trabalha (base de titânio, pilar, parafuso) e quem os fornece. Plataforma errada é peça errada, e essa conversa cabe antes do primeiro caso, não na prova.
- 04
Pergunte o que acontece quando falta algo no pedido
Pergunte se o caso é conferido na chegada e o que o laboratório faz quando falta margem legível, antagonista, cor ou plataforma. A resposta que protege você é esta: o caso para, o motivo fica registrado e alguém fala com você antes de produzir.
- 05
Pergunte quem confere a peça antes de ela sair
Pergunte o que é conferido antes de a peça sair do laboratório e quem confere. Uma resposta concreta diz o que se confere e onde isso fica registrado; "controle rigoroso", sem dizer o quê, não responde.
- 06
Combine quando você fica sabendo do prazo
Pergunte o prazo de cada serviço em dias úteis e quando você o conhece: antes de enviar ou só depois que o caso chega. Pergunte também como funciona a urgência e como o laboratório avisa que um caso vai atrasar.
- 07
Veja como você acompanha o caso
Pergunte como você sabe em que fase o caso está sem precisar ligar e onde ficam recados e arquivos. O bom sinal é um registro por caso, com data e hora, em vez de mensagens soltas no WhatsApp pessoal de quem atende.
- 08
Combine ajuste e repetição antes do primeiro caso
Pergunte o que o laboratório ajusta, o que refaz, por quanto tempo e quem paga quando a peça assenta no modelo e não na boca, o ponto em que dentista e laboratório costumam discordar. Combinado antes, isso vira regra; descoberto na primeira refação, vira discussão.
Como saber se um laboratório de prótese é de confiança?
Um laboratório de prótese de confiança é o que deixa você conferir o que promete, e a primeira conferência é legal. Todo laboratório de prótese é obrigado a se inscrever no Conselho Regional de Odontologia do estado onde está instalado e a manter o certificado de inscrição em local visível (Decreto 87.689/1982, arts. 4º e 5º).
A divulgação dirigida a dentistas traz o nome do laboratório, o do responsável e o número de inscrição no CRO (Lei 6.710/1979, art. 4º, e Decreto 87.689/1982, art. 11). A Lei 6.710 também proíbe o técnico em prótese de atender paciente diretamente e de anunciar ao público em geral: o laboratório trabalha para o dentista.
O resto se confere com casos. Depois do primeiro, você sabe se o prazo veio antes do envio, se o laboratório perguntou quando faltava algo e se a peça chegou como o pedido descrevia.
Por que cada pergunta ao laboratório importa?
Cada pergunta a fazer ao laboratório antes do primeiro caso protege uma parte do caso que, quando falha, volta para a sua cadeira.
| o que perguntar | por que importa |
|---|---|
| Responsável técnico e inscrição no CRO | É a exigência legal mínima e dá nome a quem responde tecnicamente pelo laboratório |
| Arquivos e moldagem aceitos | Arquivo que não abre ou chega incompleto segura o caso antes do desenho |
| Componentes do seu sistema de implante | Cada sistema tem a sua conexão; plataforma errada é peça errada |
| Conferência na chegada | Pedido incompleto é comum; o laboratório que pergunta troca uma refação por um recado |
| Quem confere antes de sair | É o que separa qualidade que se repete de qualidade que oscila |
| Prazo antes do envio | Você marca o paciente com uma data, não com uma estimativa |
| Como acompanhar o caso | Sem registro, o atraso aparece no dia da consulta |
| Ajuste e repetição | É a conversa mais difícil depois do problema e a mais fácil antes dele |
A conferência na chegada pesa porque pedido incompleto é comum. Numa pesquisa com 85 técnicos de prótese na Índia, publicada no Journal of Indian Prosthodontic Society em 2020, 69% disseram que o desenho de margem vinha em menos de um quarto das ordens de serviço.
O que conferir do seu lado antes de enviar está no guia o que atrasa seu caso no laboratório. As causas de refação mais comuns estão no artigo por que coroas sobre implante voltam.
O maior laboratório é a escolha mais segura?
O tamanho de um laboratório de prótese diz pouco sobre o seu próximo caso: o que faz o dentista trocar de laboratório é a qualidade que oscila. Numa pesquisa das revistas americanas LMT e Dental Economics, publicada em 2019, 46% dos dentistas tinham trocado de laboratório principal nos cinco anos anteriores. Trabalho inconsistente foi o motivo que 71% deram para encerrar a relação com o último laboratório, e o preço pesou para só cerca de um terço.
Na mesma pesquisa, os dentistas disseram o que procuram num laboratório novo, nesta ordem: trabalho de qualidade, boa comunicação e preço razoável. E 44% chegaram ao último laboratório por indicação de outro dentista: vale perguntar ao colega que indica como aquele laboratório responde às oito perguntas do passo a passo. Para escolher, saber qual é o maior ajuda menos que essas respostas.
Como o Smile Digital Lab responde a essas perguntas?
O Smile Digital Lab é um laboratório digital de prótese em São Paulo, com especialidade em zircônia sobre implante. O responsável técnico é Gabriel Baldasserini Guimarães, CRO-SP 109.697, nome que aparece no rodapé de todas as páginas. A produção é do Milton, que tem quase 20 anos de bancada, e mais de 2.000 casos já saíram daqui. Os materiais vêm de fabricantes que você conhece pelo nome: zircônia Aidite, IPS e.max CAD (Ivoclar) e componentes Neodent e Titaniumfix.
No Smile, o caso entra por escaneamento intraoral, em STL ou no formato do seu scanner, ou por moldagem. Conferimos cada caso na chegada e em oito pontos antes de sair, e quando falta algo falamos com você antes de produzir. O prazo em dias úteis de cada serviço aparece no portal do dentista enquanto você monta o pedido. Depois, o caso mostra a fase em que está e a hora em que entrou nela, com recados e arquivos no próprio caso. Em São Paulo, quem leva a peça até a clínica é o nosso entregador.
Como funcionam ajuste e repetição, pergunte antes do primeiro caso, no WhatsApp (11) 91977-8694. O caminho do cadastro à entrega está em Seu primeiro caso.
Serviços relacionados
Criar conta no portalPerguntas frequentes
Qual é o prazo de garantia de uma prótese dentária?
Não há um prazo único: há o prazo legal para reclamar e a garantia que cada fornecedor dá. O Código de Defesa do Consumidor dá 90 dias para reclamar de vício aparente em produto durável (art. 26); a garantia contratual, quando existe, complementa esse prazo e vem por termo escrito (art. 50). Com o laboratório, pergunte antes do primeiro caso o que a política cobre e até quando.
Quem paga quando a peça assenta no modelo e não na boca?
Depende da política de cada laboratório, e é aí que dentista e laboratório costumam discordar: o dentista espera que o laboratório refaça por conta dele, e o laboratório aponta o escaneamento ou a moldagem. Combine a regra antes do primeiro caso. O registro do que foi enviado e conferido ajuda a achar onde o problema começou.
Vale começar com um caso simples?
Vale. Um primeiro caso que você conhece bem, como uma coroa unitária sobre implante, mostra se o prazo veio antes do envio, se o laboratório perguntou o que faltava e se a peça chegou como o pedido descrevia. O protocolo pode vir depois, com a comunicação já testada.
Fontes
- Lei nº 6.710, de 5 de novembro de 1979 (profissão de técnico em prótese dentária) · Presidência da República
- Decreto nº 87.689, de 11 de outubro de 1982 (regulamenta a Lei nº 6.710/1979) · Presidência da República
- Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), arts. 26 e 50 · Presidência da República
- Why Dentists Switch Laboratories · LMT, com a Dental Economics (2019)
- A study to assess communication hindrances by the means of work authorization for fixed dental prosthesis — a survey · Journal of Indian Prosthodontic Society (2020)
- Who Pays for Dental Lab Remakes? · Dentaltown (2025)
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