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Guia · Protocolo

Dente do protocolo quebrou: o que enviar para o conserto

O que registrar antes de remover o protocolo, por que o dente de resina quebra (bruxismo, antagonista, desgaste) e o que mandar ao laboratório no conserto.

Por Equipe técnica Smile Digital LabAtualizado em 4 min de leitura

Resposta curta

A troca de dente de protocolo repõe o dente de resina fraturado sem refazer a prótese. Antes de removê-la, escaneie a arcada com a prótese, o antagonista e a mordida; depois confira parafusos e estrutura. Mande a prótese limpa e desinfetada, o dente em FDI, a cor e a prescrição. Fratura repetida pede investigar bruxismo e antagonista.

Passo a passo

  1. 01

    Registre o dente e a mordida com a prótese na boca

    Fotografe o dente fraturado e escaneie a arcada com a prótese em posição, a arcada antagonista completa e a mordida dos dois lados. Com a prótese na boca, a mordida guarda a dimensão vertical que o dente novo precisa respeitar.

  2. 02

    Marque os contatos antes de remover

    Marque os contatos em cêntrica e nas excursões. Contato concentrado no dente que quebrou ou no cantiléver vai para o pedido, porque muda o que o conserto deve levar.

  3. 03

    Remova e confira parafusos e estrutura

    Com a prótese fora, veja se algum parafuso afrouxou ou fraturou e se a barra ou a base de resina trincou. Trinca de estrutura não se resolve com troca de dente: fale com o laboratório antes de enviar.

  4. 04

    Procure a causa

    Pergunte por apertamento e ranger, procure facetas de desgaste nos outros dentes e anote o tipo de antagonista. Dente natural ou prótese fixa do outro lado aumentam o risco de nova fratura.

  5. 05

    Limpe, desinfete e preencha o pedido

    Limpe e desinfete a prótese. No pedido, informe os dentes a trocar na numeração FDI, a cor na escala, o que aconteceu (fratura, lascamento, descolamento ou desgaste) e se é a primeira vez.

  6. 06

    Planeje a prevenção

    Com bruxismo ou fratura repetida, discuta com o paciente uma placa oclusal depois do conserto. Se o desgaste é geral, discuta também o material da próxima prótese.

Por que o dente do protocolo de resina quebra?

O dente do protocolo de resina quebra por fadiga e sobrecarga, e a chance cresce com o tempo de uso. Papaspyridakos e colaboradores reuniram 281 protocolos, com 9,5 anos de exposição média, numa revisão sistemática (The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants, 2012). O lascamento ou a fratura do material de cobertura foi a complicação técnica mais comum da prótese: 33,3% em cinco anos e 66,6% em dez.

O bruxismo é o fator mais forte nos dados. Chrcanovic, Kisch e Larsson (Clinical Oral Implants Research, 2020) acompanharam 869 protocolos por 10,7 anos em média. O bruxismo dobrou o risco de perda ou fratura de dente de resina (HR 2,1), que também foi maior em homens, na maxila e quando o antagonista tinha dentes naturais ou prótese fixa.

Numa série menor, de 24 pacientes acompanhados por 4 a 10 anos (Acar e Koçak-Büyükdere, BMC Oral Health, 2026), o bruxismo provável se associou a mais lascamento. Os autores pedem amostras maiores para confirmar.

Fratura, desgaste ou descolamento: o que o sinal diz?

O tipo de dano aponta a causa provável e o que fazer além de trocar o dente. As associações abaixo vêm de estudos retrospectivos; servem para orientar a investigação, não para fechar o diagnóstico.

causasinalo que fazerfonte
Bruxismodente fraturado ou solto, facetas de desgaste, parafuso afrouxadoconfirmar na anamnese e no exame; placa oclusal depois do consertoChrcanovic e colaboradores, 2020; Papaspyridakos e colaboradores, 2020
Antagonista com dentes naturais ou prótese fixafratura que se repete no mesmo setorajustar contatos e discutir o material da próxima próteseChrcanovic e colaboradores, 2020
Desgaste da resina com o tempodentes posteriores achatados, contato perdidotrocar os dentes gastos e rever a oclusãoPapaspyridakos e colaboradores, 2020; Purcell e colaboradores, 2008
Fadiga ao longo dos anoslascamento depois de anos sem problemaconserto e revisão periódica da prótesePapaspyridakos e colaboradores, 2012

O desgaste pesa mais na resina. Em Papaspyridakos e colaboradores (Journal of Prosthodontics, 2020), com 71 protocolos, o desgaste do material teve taxa anual de 19,4% nos metal-resina e de 7,3% nos de porcelana. Na série de Purcell e colaboradores (2008), a troca de dente posterior foi 52,5 vezes mais provável depois de cinco anos de uso do que nos dois primeiros.

O que conferir antes de mandar a prótese?

Antes de mandar a prótese, confira se o problema é só o dente. O bruxismo que quebra dente também afrouxa e quebra parafuso: no estudo de Chrcanovic, o risco de afrouxamento foi maior nos pacientes com bruxismo (HR 3,3), e o de fratura de parafuso também (HR 5,0).

Trinca na barra ou fratura da base de resina muda o trabalho. Nesses casos, mande fotos ao laboratório antes de remover a prótese e combine o caminho; a troca de dente não resolve.

O que mandar ao laboratório para a troca de dente?

Para a troca de dente de protocolo, o laboratório precisa da prótese limpa e desinfetada, dos dentes a trocar em FDI, da cor na escala, do antagonista com a mordida e da prescrição assinada, com CRO. A lista do serviço está em troca de dente de protocolo e reembasamento.

Escreva também o que aconteceu, se é a primeira vez e o que você viu nos contatos. O material do dente de reposição é confirmado na abertura do caso. Se o paciente não pode ficar sem a prótese, avise no pedido: a urgência é um serviço à parte, e o prazo em dias úteis aparece no pedido do portal antes de enviar.

Quando trocar o dente não basta?

Trocar o dente não basta quando a fratura se repete no mesmo setor, quando o desgaste é geral ou quando a estrutura está comprometida. Em Papaspyridakos e colaboradores (2020), bruxismo e ausência de placa noturna se associaram a mais lascamento do material.

Com bruxismo, a placa fresada de PMMA é uma opção depois do conserto, e a indicação é sua. Se a decisão for trocar de material, o artigo protocolo em zircônia, titânio ou PMMA compara as opções.

E se o protocolo for de zircônia?

A troca de dente descrita aqui é para protocolo de resina. Na zircônia monolítica, os dentes fazem parte da mesma peça, e lascamento ou fratura se avaliam caso a caso: mande fotos ao laboratório antes de remover a prótese. O serviço protocolo de zircônia traz o que os estudos mostram sobre lascamento e espaço.

Quem faz a troca de dente no Smile Digital Lab?

O Smile Digital Lab, laboratório digital de próteses para reabilitação oral em São Paulo, faz a troca de dente de protocolo no próprio setor de resina. Conferimos cada caso na chegada e em oito pontos antes de sair, e você acompanha a fase do conserto pelo portal.

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Perguntas frequentes

Por que mandar a mordida se a prótese vai para o laboratório?

Porque o dente novo precisa tocar o antagonista na mesma dimensão vertical dos outros. Escaneada com a prótese na boca, antes de removê-la, a mordida guarda essa relação; sem ela, o contato do dente novo é reconstruído sem referência.

Dente quebrado pode ser sinal de sobrecarga nos implantes?

Pode ser sinal da mesma sobrecarga. No estudo de Chrcanovic e colaboradores (2020), com 869 protocolos, os implantes de pacientes com bruxismo tiveram sobrevida menor, e a falha da prótese foi mais provável nesse grupo (HR 3,3). Na consulta do conserto, confira parafusos e nível ósseo.

Dá para trocar só o dente quebrado e manter os outros?

Sim. Na troca de dente de protocolo, a estrutura e os demais dentes ficam, e só sai o dente fraturado, lascado, desgastado ou descolado. Quando vários dentes estão gastos ao mesmo tempo, vale avaliar se o problema ainda é localizado.

Fontes

  1. A systematic review of biologic and technical complications with fixed implant rehabilitations for edentulous patients · The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants (Papaspyridakos et al., 2012)
  2. Retrospective evaluation of implant-supported full-arch fixed dental prostheses after a mean follow-up of 10 years · Clinical Oral Implants Research (Chrcanovic, Kisch e Larsson, 2020)
  3. Technical complications and prosthesis survival rates with implant-supported fixed complete dental prostheses: a retrospective study with 1- to 12-year follow-up · Journal of Prosthodontics (Papaspyridakos et al., 2020)
  4. Prosthetic complications in mandibular metal-resin implant-fixed complete dental prostheses: a 5- to 9-year analysis · The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants (Purcell et al., 2008)
  5. Long-term outcomes and complications of full-arch implant-supported fixed prostheses: a 4-10 year retrospective study · BMC Oral Health (Acar e Koçak-Büyükdere, 2026)

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