Guia · Protocolo
Dente do protocolo quebrou: o que enviar para o conserto
O que registrar antes de remover o protocolo, por que o dente de resina quebra (bruxismo, antagonista, desgaste) e o que mandar ao laboratório no conserto.
Resposta curta
A troca de dente de protocolo repõe o dente de resina fraturado sem refazer a prótese. Antes de removê-la, escaneie a arcada com a prótese, o antagonista e a mordida; depois confira parafusos e estrutura. Mande a prótese limpa e desinfetada, o dente em FDI, a cor e a prescrição. Fratura repetida pede investigar bruxismo e antagonista.
Passo a passo
- 01
Registre o dente e a mordida com a prótese na boca
Fotografe o dente fraturado e escaneie a arcada com a prótese em posição, a arcada antagonista completa e a mordida dos dois lados. Com a prótese na boca, a mordida guarda a dimensão vertical que o dente novo precisa respeitar.
- 02
Marque os contatos antes de remover
Marque os contatos em cêntrica e nas excursões. Contato concentrado no dente que quebrou ou no cantiléver vai para o pedido, porque muda o que o conserto deve levar.
- 03
Remova e confira parafusos e estrutura
Com a prótese fora, veja se algum parafuso afrouxou ou fraturou e se a barra ou a base de resina trincou. Trinca de estrutura não se resolve com troca de dente: fale com o laboratório antes de enviar.
- 04
Procure a causa
Pergunte por apertamento e ranger, procure facetas de desgaste nos outros dentes e anote o tipo de antagonista. Dente natural ou prótese fixa do outro lado aumentam o risco de nova fratura.
- 05
Limpe, desinfete e preencha o pedido
Limpe e desinfete a prótese. No pedido, informe os dentes a trocar na numeração FDI, a cor na escala, o que aconteceu (fratura, lascamento, descolamento ou desgaste) e se é a primeira vez.
- 06
Planeje a prevenção
Com bruxismo ou fratura repetida, discuta com o paciente uma placa oclusal depois do conserto. Se o desgaste é geral, discuta também o material da próxima prótese.
Por que o dente do protocolo de resina quebra?
O dente do protocolo de resina quebra por fadiga e sobrecarga, e a chance cresce com o tempo de uso. Papaspyridakos e colaboradores reuniram 281 protocolos, com 9,5 anos de exposição média, numa revisão sistemática (The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants, 2012). O lascamento ou a fratura do material de cobertura foi a complicação técnica mais comum da prótese: 33,3% em cinco anos e 66,6% em dez.
O bruxismo é o fator mais forte nos dados. Chrcanovic, Kisch e Larsson (Clinical Oral Implants Research, 2020) acompanharam 869 protocolos por 10,7 anos em média. O bruxismo dobrou o risco de perda ou fratura de dente de resina (HR 2,1), que também foi maior em homens, na maxila e quando o antagonista tinha dentes naturais ou prótese fixa.
Numa série menor, de 24 pacientes acompanhados por 4 a 10 anos (Acar e Koçak-Büyükdere, BMC Oral Health, 2026), o bruxismo provável se associou a mais lascamento. Os autores pedem amostras maiores para confirmar.
Fratura, desgaste ou descolamento: o que o sinal diz?
O tipo de dano aponta a causa provável e o que fazer além de trocar o dente. As associações abaixo vêm de estudos retrospectivos; servem para orientar a investigação, não para fechar o diagnóstico.
| causa | sinal | o que fazer | fonte |
|---|---|---|---|
| Bruxismo | dente fraturado ou solto, facetas de desgaste, parafuso afrouxado | confirmar na anamnese e no exame; placa oclusal depois do conserto | Chrcanovic e colaboradores, 2020; Papaspyridakos e colaboradores, 2020 |
| Antagonista com dentes naturais ou prótese fixa | fratura que se repete no mesmo setor | ajustar contatos e discutir o material da próxima prótese | Chrcanovic e colaboradores, 2020 |
| Desgaste da resina com o tempo | dentes posteriores achatados, contato perdido | trocar os dentes gastos e rever a oclusão | Papaspyridakos e colaboradores, 2020; Purcell e colaboradores, 2008 |
| Fadiga ao longo dos anos | lascamento depois de anos sem problema | conserto e revisão periódica da prótese | Papaspyridakos e colaboradores, 2012 |
O desgaste pesa mais na resina. Em Papaspyridakos e colaboradores (Journal of Prosthodontics, 2020), com 71 protocolos, o desgaste do material teve taxa anual de 19,4% nos metal-resina e de 7,3% nos de porcelana. Na série de Purcell e colaboradores (2008), a troca de dente posterior foi 52,5 vezes mais provável depois de cinco anos de uso do que nos dois primeiros.
O que conferir antes de mandar a prótese?
Antes de mandar a prótese, confira se o problema é só o dente. O bruxismo que quebra dente também afrouxa e quebra parafuso: no estudo de Chrcanovic, o risco de afrouxamento foi maior nos pacientes com bruxismo (HR 3,3), e o de fratura de parafuso também (HR 5,0).
Trinca na barra ou fratura da base de resina muda o trabalho. Nesses casos, mande fotos ao laboratório antes de remover a prótese e combine o caminho; a troca de dente não resolve.
O que mandar ao laboratório para a troca de dente?
Para a troca de dente de protocolo, o laboratório precisa da prótese limpa e desinfetada, dos dentes a trocar em FDI, da cor na escala, do antagonista com a mordida e da prescrição assinada, com CRO. A lista do serviço está em troca de dente de protocolo e reembasamento.
Escreva também o que aconteceu, se é a primeira vez e o que você viu nos contatos. O material do dente de reposição é confirmado na abertura do caso. Se o paciente não pode ficar sem a prótese, avise no pedido: a urgência é um serviço à parte, e o prazo em dias úteis aparece no pedido do portal antes de enviar.
Quando trocar o dente não basta?
Trocar o dente não basta quando a fratura se repete no mesmo setor, quando o desgaste é geral ou quando a estrutura está comprometida. Em Papaspyridakos e colaboradores (2020), bruxismo e ausência de placa noturna se associaram a mais lascamento do material.
Com bruxismo, a placa fresada de PMMA é uma opção depois do conserto, e a indicação é sua. Se a decisão for trocar de material, o artigo protocolo em zircônia, titânio ou PMMA compara as opções.
E se o protocolo for de zircônia?
A troca de dente descrita aqui é para protocolo de resina. Na zircônia monolítica, os dentes fazem parte da mesma peça, e lascamento ou fratura se avaliam caso a caso: mande fotos ao laboratório antes de remover a prótese. O serviço protocolo de zircônia traz o que os estudos mostram sobre lascamento e espaço.
Quem faz a troca de dente no Smile Digital Lab?
O Smile Digital Lab, laboratório digital de próteses para reabilitação oral em São Paulo, faz a troca de dente de protocolo no próprio setor de resina. Conferimos cada caso na chegada e em oito pontos antes de sair, e você acompanha a fase do conserto pelo portal.
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Criar conta no portalPerguntas frequentes
Por que mandar a mordida se a prótese vai para o laboratório?
Porque o dente novo precisa tocar o antagonista na mesma dimensão vertical dos outros. Escaneada com a prótese na boca, antes de removê-la, a mordida guarda essa relação; sem ela, o contato do dente novo é reconstruído sem referência.
Dente quebrado pode ser sinal de sobrecarga nos implantes?
Pode ser sinal da mesma sobrecarga. No estudo de Chrcanovic e colaboradores (2020), com 869 protocolos, os implantes de pacientes com bruxismo tiveram sobrevida menor, e a falha da prótese foi mais provável nesse grupo (HR 3,3). Na consulta do conserto, confira parafusos e nível ósseo.
Dá para trocar só o dente quebrado e manter os outros?
Sim. Na troca de dente de protocolo, a estrutura e os demais dentes ficam, e só sai o dente fraturado, lascado, desgastado ou descolado. Quando vários dentes estão gastos ao mesmo tempo, vale avaliar se o problema ainda é localizado.
Fontes
- A systematic review of biologic and technical complications with fixed implant rehabilitations for edentulous patients · The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants (Papaspyridakos et al., 2012)
- Retrospective evaluation of implant-supported full-arch fixed dental prostheses after a mean follow-up of 10 years · Clinical Oral Implants Research (Chrcanovic, Kisch e Larsson, 2020)
- Technical complications and prosthesis survival rates with implant-supported fixed complete dental prostheses: a retrospective study with 1- to 12-year follow-up · Journal of Prosthodontics (Papaspyridakos et al., 2020)
- Prosthetic complications in mandibular metal-resin implant-fixed complete dental prostheses: a 5- to 9-year analysis · The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants (Purcell et al., 2008)
- Long-term outcomes and complications of full-arch implant-supported fixed prostheses: a 4-10 year retrospective study · BMC Oral Health (Acar e Koçak-Büyükdere, 2026)
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