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Conteúdo técnico · Protocolo

Barra de titânio no protocolo: fresada, fundida ou soldada

Barra do protocolo em titânio fresado, cromo-cobalto, fundida ou soldada a laser: passividade, peso, reparo, o que vai por cima e o que escrever no pedido.

Por Equipe técnica Smile Digital LabPublicado em 8 min de leitura

Resposta curta

A barra de titânio fresada é a infraestrutura do protocolo feita em CAD/CAM a partir de um bloco de titânio. Num ensaio de dez anos, próteses e implantes passaram de 95% de sobrevida, sem diferença para a barra fundida em ouro. Em laboratório, a barra fresada de cromo-cobalto adaptou melhor que a fundida: 50 µm contra 95 µm.

De que material e processo é feita a barra do protocolo?

A barra do protocolo pode ser fresada em titânio ou cromo-cobalto a partir do desenho CAD, fundida por cera perdida, soldada em segmentos ou impressa em metal. O primeiro consenso global sobre a maxila desdentada (Schwarz e colaboradores, Clinical Oral Implants Research, 2026) recomenda estrutura de titânio ou cromo-cobalto sob cerâmica, ou zircônia monolítica fresada. A escolha segue a distribuição dos implantes e o espaço protético.

O mesmo consenso prefere a barra de uma peça só, de um lado ao outro da arcada. Segmentar a estrutura não deve ser rotina e fica para situações escolhidas, como implantes muito divergentes, sempre conferindo a passividade.

Titânio grau 5 ou grau 2: o que é?

O titânio grau 2 é titânio comercialmente puro, e o grau 5 é a liga Ti-6Al-4V, com alumínio e vanádio. É assim que Hirata e colaboradores (The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants, 2015) definem os dois grupos ao comparar implantes dos dois materiais. Num teste de fadiga, a liga grau 5 foi mais confiável: em 100 mil ciclos a 150 N, a sobrevida calculada foi de 98% contra 45% do grau 2.

O teste foi feito em implantes, não em barras. Nos estudos de barra fresada, aparece titânio puro: Svanborg e colaboradores (Clinical and Experimental Dental Research, 2015) fresaram as barras em titânio grau 4 e citam barras em grau 2 de estudos anteriores. Não encontramos estudo clínico que compare barra de protocolo em grau 2 e em grau 5.

O grau da barra é informação de material, como o lote da zircônia. Se ele pesa no seu planejamento, escreva no pedido e combine antes do desenho.

Barra fresada, fundida ou soldada: qual assenta melhor?

A barra fresada assentou melhor que a fundida num estudo que comparou os processos na mesma liga e no mesmo modelo. AlRasheed e AlWazzan (The Saudi Dental Journal, 2022) fizeram 30 barras de cromo-cobalto sobre cinco implantes, medidas em máquina de coordenadas. A distorção total foi de 50 µm na fresada, 71 µm na impressa e 95 µm na fundida. Cortar a fundida e soldar a laser melhorou o assentamento no plano horizontal.

processopassividade relatadadado clínicoponto de atençãofonte
Fresada em titânio49 µm de fresta no teste de um parafuso, num modelo de quatro implantessobrevida acima de 95% em dez anos, sem diferença para a fundida em ouroa fresta foi medida em modelo, não na bocaEid et al. (2026); Örtorp e Jemt (2012)
Fresada em cromo-cobalto50 µm de distorção total, a menor do estudosem série clínica longa encontrada para protocolo fresado nesta ligapeso perto do dobro do titânioAlRasheed e AlWazzan (2022)
Fundida95 µm de distorção total na fundida de cromo-cobaltoa fundida em ouro foi o grupo de controle dos dez anoso processo de fundição costuma pedir correçãoAlRasheed e AlWazzan (2022); Örtorp e Jemt (2012)
Fundida, cortada e soldada a laser92 µm, com melhora no plano horizontalsem série clínica encontrada para essa correçãoa correção não mexeu no plano verticalAlRasheed e AlWazzan (2022)
Titânio soldado a laser em segmentossem medida de passividade nos estudos citados aqui89,2% de sobrevida da prótese em 15 anos, contra 100% da fundida em ouro, na mandíbulafratura da barra em 15,5% dos pacientes das primeiras geraçõesÖrtorp e Jemt (2009)
Soldada na bocasem medida de passividade publicada nos estudos citados aqui30 pacientes sem fratura da barra em 36 meses, na carga imediatasérie de um único grupoDegidi, Nardi e Piattelli (2010)
Impressa em titânio ou cromo-cobalto44 µm no titânio impresso; 71 µm no cromo-cobalto impressosem dado clínico de arcada total encontradoa revisão de 2023 não viu diferença para a fresada em arcada totalEid et al. (2026); Thakur et al. (2023)

Os números de passividade são de laboratório, com modelos e métodos diferentes, e não se somam. Nenhum deles dispensa a prova da barra na boca, que é onde o registro e a fabricação se conferem juntos.

Titânio ou cromo-cobalto: o que muda no peso e na rigidez?

O cromo-cobalto pesa quase o dobro do titânio e é cerca de duas vezes mais rígido. Na tabela de materiais usada por Popovic Grubac e colaboradores (Journal of Functional Biomaterials, 2026), o titânio grau 5 entra com 4,50 g/cm³ e a liga de cromo-cobalto, com 8,90 g/cm³. Vahnström e colaboradores (2022) citam módulo de elasticidade de 105 GPa no titânio e 200 GPa no cromo-cobalto.

Na passividade, os dois metais fresados ficaram perto. Svanborg e colaboradores (2015) fresaram as duas ligas sobre os mesmos dez modelos de maxila com seis implantes. A fresta vertical foi de 5,3 µm no titânio e 4,6 µm no cromo-cobalto, e a pequena diferença horizontal, a favor do titânio, não teve peso clínico para os autores.

material da barrapeso e rigidezo que vai por cimareparo da coberturaquando costuma entrar
Titânio fresado4,50 g/cm³; módulo de 105 a 110 GPadentes de estoque em resina, PMMA fresado, zircônia, cerâmicadentes de resina reparados no consultório numa série de 20 arcadasprotocolo com resina ou PMMA; base da zircônia sobre barra
Cromo-cobalto fresado8,90 g/cm³; módulo de cerca de 200 GPacerâmica, resinadepende da coberturametalocerâmica, a opção com cerâmica do consenso de 2026
Zircônia, sem barra metálica5,86 g/cm³; módulo de 210 a 269 GPa, conforme a fontea própria peça forma dentes e gengivafratura da estrutura pede peça novaprotocolo de zircônia em peça única

Os valores de peso e rigidez vêm de Popovic Grubac e colaboradores (2026) e de Vahnström e colaboradores (2022); o reparo da resina, da série de Turkyilmaz e Hariri (2018). Num teste de carga de Vahnström, a cerâmica de cobertura fraturou com cargas parecidas sobre titânio, cromo-cobalto e zircônia.

O que pode ir por cima da barra: zircônia, PMMA ou resina?

Por cima da barra de titânio vão dentes em resina ou PMMA, zircônia ou cerâmica, e o material de cobertura decide mais a manutenção que a barra. Pelser e colaboradores (International Journal of Implant Dentistry, 2026) seguiram 91 protocolos por até 17 anos. Os de titânio com resina tiveram 4,25 vezes o risco de complicação dos de metalocerâmica, e 7,11 vezes o de fratura da cobertura.

A zircônia sobre metal se saiu melhor que a resina sobre metal na meta-análise de Marinkovic e colaboradores (Journal of Clinical and Experimental Dentistry, 2026), com 12 estudos. Teve menos desgaste (RR 0,29) e menos peri-implantite (RR 0,67). A fratura da estrutura não diferiu, e a maioria dos estudos tinha risco de viés de moderado a crítico.

A resina tem a seu favor o reparo simples. Turkyilmaz e Hariri (Journal of Clinical and Experimental Dentistry, 2018) acompanharam 20 arcadas sobre barra de titânio fresada por 48 meses, sem nenhuma troca de prótese. Os 5 dentes de resina que fraturaram foram reparados no consultório. A comparação completa entre as coberturas está no artigo protocolo em zircônia, titânio ou PMMA.

Existe barra de protocolo em zircônia?

No protocolo de zircônia em peça única, a estrutura inteira é de zircônia e faz o papel da barra: ela é fresada num disco e parafusada nos pilares, sem metal por baixo. O consenso global de 2026 põe essa opção ao lado da estrutura metálica com cerâmica, conforme a distribuição dos implantes e o espaço protético.

O que falha na zircônia em peça única é a própria estrutura, sobretudo com espaço vertical curto, e a fratura pede peça nova. Os números estão em quanto dura um protocolo de zircônia. Quando você quer titânio na interface com os pilares e zircônia no que aparece, o desenho é o protocolo de zircônia sobre barra de titânio.

A barra do protocolo quebra?

A barra do protocolo quebra pouco quando é fresada, e quebrou mais nas soldadas a laser das primeiras gerações. Em dez anos, Örtorp e Jemt (2012) registraram uma prótese perdida por fratura entre 67 barras de titânio fresadas, e duas fraturas de metal em cada grupo. Nas barras de titânio soldadas a laser acompanhadas por 15 anos, a fratura chegou a 15,5% dos pacientes (Örtorp e Jemt, 2009).

O que quebra com mais frequência é o que vai por cima: nas séries citadas acima, a fratura de dente ou de cobertura supera a da barra. Na série de Turkyilmaz e Hariri, os dentes de resina foram reparados no consultório; na zircônia, a fratura da estrutura conta como falha da prótese.

Não encontramos estudo que compare consertar a barra metálica com fazer uma nova. Se a barra trincou, mande a prótese inteira, com radiografia e a descrição de onde apareceu a fresta; o laboratório responde o que a peça admite depois de vê-la.

Como conferir se a barra está passiva antes dos dentes?

A passividade da barra se confere na boca, antes de ela receber dentes ou zircônia, com o teste de um parafuso, a resistência dos parafusos e a radiografia com o feixe perpendicular. O consenso global de 2026 recomenda um jig de verificação unido na boca para confirmar o modelo de trabalho antes da peça final.

O passo a passo, os limites de fresta e o que fazer quando a barra não assenta estão no guia de prova da barra no protocolo.

O que escrever no pedido da barra ao laboratório?

O pedido da barra precisa dizer ao laboratório o que ele não vê no arquivo: o que vai por cima, quanto espaço há e se haverá prova antes da peça final. Sem a montagem de dentes ou a prótese escaneada, a barra é desenhada sem saber onde ficam os dentes que vão cobri-la.

itempor quê
Escaneamento com scan body em todos os implantes, ou moldagem com transfera barra depende da posição de todos os implantes ao mesmo tempo
Marca e plataforma dos implantes e dos pilaresa interface da barra é desenhada para o componente
Montagem de dentes aprovada ou prótese atual escaneadaa barra precisa caber dentro dos dentes e da gengiva
O material de cobertura: dentes de estoque, PMMA ou zircôniamuda a espessura de barra e o espaço que sobra por cima
O espaço protético medido e o antagonistaespaço curto muda o desenho antes da fresagem
Se haverá prova da barra ou jig de verificaçãoentra no plano antes da peça final

O Smile Digital Lab, laboratório digital de próteses para reabilitação oral em São Paulo, trabalha com componentes Neodent e Titaniumfix. A barra de titânio fresada que entregamos é desenhada a partir da montagem de dentes aprovada ou da prótese atual escaneada. A liga, o perfil da barra e a prova antes da cobertura são combinados na abertura do caso.

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Perguntas frequentes

Barra de titânio grau 5 é melhor que grau 2?

O grau 5 é a liga Ti-6Al-4V, mais resistente; o grau 2 é titânio comercialmente puro. Num teste de fadiga de implantes (Hirata e colaboradores, 2015), a liga grau 5 foi mais confiável. Para barra de protocolo, não encontramos estudo clínico que compare os dois graus.

Barra de cromo-cobalto ou de titânio no protocolo?

As duas, fresadas, assentam com precisão parecida: Svanborg e colaboradores (2015) mediram cerca de 5 µm no plano vertical para ambas. O cromo-cobalto pesa perto do dobro e é mais rígido. O consenso global de 2026 sobre a maxila desdentada aceita os dois metais sob cerâmica.

Barra soldada ainda se usa no protocolo?

Usa-se de dois jeitos: a laser, para corrigir o assentamento da barra fundida, e na boca, com soldadora intraoral, na carga imediata (Degidi, 2010). Na barra fundida de cromo-cobalto, cortar e soldar a laser melhorou o assentamento horizontal (AlRasheed, 2022). O consenso global de 2026 prefere a barra de uma peça só.

Dá para fazer barra de protocolo em zircônia?

No protocolo de zircônia, a própria peça de zircônia faz o papel da barra: ela é fresada inteira e parafusada nos pilares, sem metal por baixo. Quando você quer metal na interface com os pilares, a zircônia vai sobre a barra de titânio.

Fontes

  1. First Global Consensus for Clinical Guidelines: Structured Recommendations (S2k-Level Guideline Framework) for the Rehabilitation of the Edentulous Maxilla Based on Core Outcome Sets · Clinical Oral Implants Research (Schwarz et al., 2026)
  2. CNC-milled titanium frameworks supported by implants in the edentulous jaw: a 10-year comparative clinical study · Clinical Implant Dentistry and Related Research (Örtorp e Jemt, 2012)
  3. Early laser-welded titanium frameworks supported by implants in the edentulous mandible: a 15-year comparative follow-up study · Clinical Implant Dentistry and Related Research (Örtorp e Jemt, 2009)
  4. The effect of framework fabrication technique on the fit accuracy of full arch screw retained implant supported prostheses · The Saudi Dental Journal (AlRasheed e AlWazzan, 2022)
  5. Fit of cobalt-chromium implant frameworks before and after ceramic veneering in comparison with CNC-milled titanium frameworks · Clinical and Experimental Dental Research (Svanborg et al., 2015)
  6. Passive fit of milled and additively manufactured complete arch implant-supported titanium frameworks: a micro-CT analysis · BMC Oral Health (Eid et al., 2026)
  7. Accuracy of marginal fit of an implant-supported framework fabricated by 3D printing versus subtractive manufacturing technique: A systematic review and meta-analysis · The Journal of Prosthetic Dentistry (Thakur et al., 2023)
  8. Comparison of porcelain veneer fracture in implant-supported fixed full-arch prostheses with a framework of either titanium, cobalt-chromium, or zirconia: An in vitro study · Clinical and Experimental Dental Research (Vahnström et al., 2022)
  9. Influence of Framework Material on Stress, Fatigue, and Stability of All-on-Four System Components: Biomechanical Evaluation with Finite Element Analysis · Journal of Functional Biomaterials (Popovic Grubac et al., 2026)
  10. Mechanical Evaluation of Two Grades of Titanium Used in Implant Dentistry · The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants (Hirata et al., 2015)
  11. Technical and biological complications of implant-supported fixed complete dentures: a retrospective cohort study with up to 17 years of follow-up · International Journal of Implant Dentistry (Pelser et al., 2026)
  12. Prosthetic and Biological Complications of Metal-Zirconia versus Metal-Acrylic Implant-Supported Screw-Retained Complete-Arch Prostheses: A Systematic Review and Meta-Analysis · Journal of Clinical and Experimental Dentistry (Marinkovic et al., 2026)
  13. Four-year outcomes of full-arch fixed dental prostheses using CAD/CAM frameworks: A retrospective review of 15 cases · Journal of Clinical and Experimental Dentistry (Turkyilmaz e Hariri, 2018)
  14. Immediate loading of the edentulous maxilla with a definitive restoration supported by an intraorally welded titanium bar and tilted implants · The International Journal of Oral & Maxillofacial Implants (Degidi, Nardi e Piattelli, 2010)

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