Resposta curta
O guia cirúrgico é uma peça impressa em 3D, apoiada nos dentes remanescentes, que conduz a fresa na posição planejada do implante a partir da tomografia alinhada ao escaneamento. Numa meta-análise de 2018, o desvio médio foi de 1,2 mm na entrada e 1,4 mm no ápice; a margem de segurança de 2 mm continua valendo.
O que é
Um guia impresso em 3D que se encaixa nos dentes remanescentes e tem, em cada posição de implante, o canal por onde passa a fresa. Ele transfere para a cirurgia a posição, a angulação e a profundidade planejadas no computador.
O guia é desenhado sobre o escaneamento da arcada alinhado à tomografia. A posição dos implantes é decisão clínica sua. Quem conduz o planejamento virtual (você, ou o laboratório com a sua aprovação), o sistema de cirurgia guiada compatível e os casos de arcada total, com guia apoiado em mucosa, são combinados na abertura do caso.
Quando indicar
O guia faz mais diferença quando a prótese é que define onde o implante deve ficar. O consenso do ITI sobre cirurgia guiada estática recomenda que o tratamento seja conduzido pela prótese e que o guia seja desenhado sobre o escaneamento de superfície alinhado aos dados DICOM.
Ele não elimina o erro. Na meta-análise de Tahmaseb e colaboradores (Clinical Oral Implants Research, 2018), com 20 estudos clínicos, o desvio médio foi de 1,2 mm na entrada, 1,4 mm no ápice e 3,5° de angulação. O resultado foi melhor em arcada parcialmente edêntula. A recomendação é manter 2 mm de distância de estruturas anatômicas críticas.
Como produzimos
O guia é desenhado sobre a tomografia e o escaneamento alinhados e impresso no nosso laboratório, em São Paulo. Cada etapa do trabalho é validada e fica registrada antes de o guia sair, a embalagem leva o número do caso, e você acompanha a fase pelo portal.
O que enviar
O básico está no guia de envio de caso. No guia cirúrgico, o que mais pesa é a qualidade do alinhamento. O escaneamento precisa da arcada inteira, sem distorção nos dentes de apoio (veja o guia de escaneamento), e a tomografia, sem artefato nessa região. Depois da cirurgia, o guia vai junto com o caso da coroa sobre implante.
Perguntas frequentes
Qual é a precisão de um guia cirúrgico?
Na meta-análise de Tahmaseb e colaboradores (2018), com 2.238 implantes, o desvio médio foi de 1,2 mm na entrada, 1,4 mm no ápice e 3,5° de angulação. Os autores consideram a precisão clinicamente aceitável na maioria dos casos, com margem de segurança de pelo menos 2 mm.
Que arquivos preciso mandar?
A tomografia em DICOM e o escaneamento intraoral da arcada, com o antagonista. O consenso do ITI recomenda desenhar o guia sobre o escaneamento de superfície alinhado à tomografia, e é assim que ele é feito.
O guia funciona igual em arcada total?
A literatura mostra precisão melhor em arcada parcialmente edêntula do que em arcada totalmente edêntula, segundo o consenso do ITI. Em arcada total, vale discutir o caso antes de planejar.
Depois da cirurgia, mando o guia junto com o caso da prótese?
Sim. Em caso guiado, o guia usado na cirurgia faz parte do que pedimos para a prótese sobre implante, ao lado da marca e da plataforma do implante.
Fontes
- The accuracy of static computer-aided implant surgery: a systematic review and meta-analysis · Clinical Oral Implants Research (2018)
- Accuracy of static computer-aided implant surgery (consensus statements and clinical recommendations) · ITI Academy